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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Linux: Produção multimídia


Os principais programas responsáveis por interagir com o kernel foram criados pela fundação GNU. Por este motivo é mais correto nos referenciarmos ao sistema operacional como GNU/Linux ao invés de apenas Linux.
Uma distribuição nada mais é que o conjunto de kernel, programas de sistema e aplicativos reunidos num único CD-ROM (ou qualquer outro tipo de mídia). Hoje em dia temos milhares de aplicativos para a plataforma GNU/Linux, onde cada empresa responsável por uma distro escolhe os aplicativos que nela deverão ser inclusos. Linux: kernel e distribuições 


Produção multimídia no Linux, parte 1
editores de imagens


Se há uma falácia sobre Linux que resiste bravamente ao tempo é o “fato” de que ele não é um sistema operacional para criação de conteúdo multimídia. Algo como “o Linux é ótimo, mas eu tenho que usar o Windows para editar imagens” ou “edição de vídeo no Linux? Até parece!”. Essa noção aparece pela falta de suporte de grandes fabricantes de software à plataforma, em especial Adobe, Autodesk e Corel (esta com uma pequena exceção), ao sistema do pinguim, dando a noção de que não é possível realizar esse tipo de trabalho nas distribuições Linux. Pois bem, não é o caso. É possível sim realizar esse trabalho (edição de imagem, editores de Imagem) no Linux, usando programas que, além de excelentes, são totalmente gratuitos na maioria dos casos. Porém, não são tão conhecidos, principal motivo pelo qual muitos usuários acabam usando o OSX ou o Windows para essas tarefas. 

O principal ponto de crítica de muitos usuários aos softwares listados abaixo é que eles são mais difíceis de usar. Na verdade, o que acontece é que o posicionamento das ferramentas é diferente, não mais escondidos, já que muitos os comparam aos programas da Adobe, que trazem uma identidade visual e um layout de ferramentas bastante semelhantes em diversos programas.

1) GIMP (GNU Image Manipulation Software
Provavelmente o mais conhecido, em especial por ser uma das alternativas mais conhecidas ao Photoshop ou Paintshop Pro no Windows e no Linux. Na grande maioria dos casos, é difícil encontrar algo que os dois programas acima fazem que não seja possível no GIMP para a grande maioria dos usuários, que tem recursos o suficiente para realizar a maioria das tarefas que os usuários exigem de um editor de fotos, inclusive suportando uma boa quantidade de plugins e extensões próprias, além de pincéis extras.
Documentação é outro ponto fortíssimo a favor do GIMP, uma característica dos softwares livres, de uma forma geral. A quantidade de material disponível de forma gratuita chega a surpreender, uma forma bem organizada de aprender a usar todos os recursos do programa. Uma das dificuldades que muitos enfrentam na hora de usá-lo é o posicionamento diferente das ferramentas, em especial para quem já está acostumado com a organização do Photoshop. Nesses casos, é possível usar o GIMPshop, que não adiciona recursos, mas transforma a interface do GIMP, organizando-o de uma forma semelhante ao layout usado pela Adobe. Sim, em alguns pontos ele não substitui o Photoshop, caso de edição não destrutiva e ausência de suporte completo a mesas de desenho digital (no caso, tivemos alguma dificuldade de usar a Intuos da Wacom). De qualquer forma, ele é uma alternativa para lá de poderosa para fotógrafos, com ferramentas completas para restauração de imagens, controle de exposição, saturação de cores e curvas, tanto para amadores quanto profissionais.

2) Pinta
Não tão conhecido quanto o GIMP, mas igualmente versátil e multiplataforma, com versões para Windows, OSX, UNIX (BSD) e, claro, Linux. O Pinta pode ser interpretado como uma versão “light” do GIMP, oferecendo uma interface mais simples e intuitiva, ideal para aqueles trabalhos que precisam ser realizados de forma rápida e objetiva. Aliás, por falar em rápido, vale dizer que ele é um programa bem leve, comparado à exigência de recursos do GIMP, sendo uma opção excelente para dar vida àquele computador antigo encostado em algum canto.

Mesmo sendo bastante simples de usar, o Pinta não deixa a desejar em recursos, oferecendo suporte pleno a múltiplas camadas, interface com docks (assim como o GIMP), ferramentas de ajustes, pincéis, ajustes de cor e aplicação de efeitos. Apesar de não estar incluído na maioria das distros por padrão, diferentemente do GIMP, ele pode ser baixado facilmente, já que quase todas as distros incluem o seu repositório, em especial as baseadas no Debian e distribuições derivadas. No OSX e Windows, basta baixar e instalar.

3) Inkscape 
Saindo dos players mais famosos do mercado de edição de vetores, como o Illustrator da Adobe e o CorelDraw da Corel, temos o Inkscape, um programa gratuito e livre que ainda nem chegou na versão 1.0 desde 2003, mas nem por isso deixando de ser bastante completo. Disponível para Windows, OSX e Linux, ele é para vetores o que o GIMP é para edição de imagens: um substituto completo para quem realiza esse tipo de trabalho, além de ser extremamente leve e capaz de rodar em praticamente qualquer configuração.

O “problema” do Inkscape é basicamente o mesmo do GIMP: seus menus e ferramentas estão localizados em lugares diferentes, o que não necessariamente quer dizer que certa função não está presente. Por exemplo, o recurso de vetorização de imagens bitmap funciona muito bem, alcançando resultados excelentes mesmo oferecendo menos opções de controle, comparando com o CorelDraw ou o Illustrator.

4) Shotwell e F-Spot 
Hora de conhecer dois excelentes substitutos ao Bridge da Adobe, software de organização e catálogo de imagens. O PaintShop Pro também traz uma ferramenta parecida, inclusa dentro do próprio software, não usando um programa separado como o Photoshop, mas a função é a mesma. Muitos questionam a utilidade de um usar programa exclusivamente para organizar fotos em vez de usar uma organização em pastas, mas é algo que passa a ser necessário quando estamos falando de uma quantidade muito grande de imagens.

O Shotwell cumpre exatamente esse papel, sendo um programa geralmente inclusos em distros que trazem o GNOME como interface gráfica, mas facilmente instalável em outras distribuições com interfaces diferentes, desde que as devidas dependências sejam instaladas. O mesmo vale para o F-Spot, com o diferencial que este permite uma ferramenta de controle de cores dentro do próprio programa (ao estilo Bridge), além de processamento batch de imagens.


Opção comercial:

5) Pixeluvo (US$ 34 + impostos)
Vamos tentar, dentro do possível, incluir pelo menos um programa comercial em cada lista, já que o Linux não vive somente de software livre (ou gratuito). Nesse primeiro artigo, um dos melhores editores que tivemos a oportunidade de experimentar é o Pixeluvo, que tinha um preço até acessível antes de o dólar chegar no patamar atual. Para quem estiver disposto a investir em uma ferramenta para Linux, vale a pena conferir os recursos do Pixeluvo, que traz um nível considerável de intuitividade, estabilidade e filtros poderosos e um dos melhores gerenciamento de layers que experimentamos dentro do Linux, trabalhando de forma não-destrutiva.

Obs.:
Há uma versão para Windows também, e o usuário não precisa comprar o Pixeluvo para experimentar os seus recursos. Há uma versão de testes do programa, mas ela vem com a limitação de salvar fotos com resolução de 800x600.



Produção multimídia no Linux, parte 2
câmara escura


Dando continuidade à série de softwares de produção multimídia no Linux, com o primeiro deles dedicado aos editores de imagem, vamos cobrir uma segunda categoria aqui. Trata-se também de editores de imagem, mas de um gênero mais específico, popularmente conhecido como “câmara escura”, categoria onde o Lightroom da Adobe é o programa mais conhecido, bastante usado por fotógrafos profissionais para correções mais específicas, geralmente com arquivos do tipo RAW. E, claro, incluímos uma solução comercial ao final, plenamente suportada pela plataforma.

Um dos mais conhecidos, raramente pré-instalado na maioria das distribuições, mas como uma posição confortável de liderança na maioria das listas de editores de imagens em gerenciados de software como a do Ubuntu (Software Center) e Linux Mint (mintinstall). Suporta edição não-destrutiva, algo essencial para esse tipo de trabalho, e é capaz de trabalhar com a maioria dos formatos de alta qualidade, como RAW, TIFF (até 32 bits) e DNG (também conhecido como “RAW da Adobe”), e HDR DNG (até 32 bits).

Podemos dizer, com uma certa margem de segurança, que o RawTherapee é um dos programas mais leves (suportando nativamente múltiplas threads) e intuitivos da lista, sendo uma excelente opção para quem está em busca de um bom candidato para essa categoria de programas no Linux. Isso não significa que ele é um programa limitado. Muito pelo contrário, aliás, já que ele oferece ferramentas avançadas de cor, processamento batch de algoritmos customizados, ferramentas de remoção de ruído (denoise) e controle de exposição, entre uma boa quantidade de outras funções. É difícil se ver limitado pelo RawTherapee, disponível tanto para Linux quanto para Windows e OSX, uma excelente opção tanto para iniciantes quanto usuários avançados, que podem fazer uso até de ferramentas via linha de comando para funções específicas.

Comum em distribuições que usam o KDE como interface padrão, como o Kubuntu, OpenSUSE, entre outras, o DigiKam faz parte do KDE Tools, um dos conjuntos mais completos de software para o Linux (daí o “K” do “Kam”). É possível instalá-lo em distribuições com outras interfaces, como Cinnamon ou Unity, mas é geralmente uma versão desatualizada em relação aos sistemas que usam o KDE como padrão. Por exemplo, a versão 5.0.0 beta 2, recém-anunciada na data de fechamento desse artigo, funciona somente com o KDE 5 em diante (e que vale a pena conferir, aliás).

Em relação aos recursos, o DigiKam foca mais em organizar as fotografias do que o RawTherapee, mas nem por isso deixa de trazer ferramentas importantes de edição. Porém, tem um nível de sofisticação relativamente inferior ao DigiKam, compensando esse problema com um nível consideravelmente maior de intuitividade. De quebra, ele está disponível não somente para as distribuições Linux, mas tabém para o Windows e o OSX, assim como o RawTherapee.

Menos intuitivo, porém mais versátil e poderoso, o Darktable não é um dos programas mais fáceis de se aprender, para certamente recompensar quem dedicar tempo a isso. A quantidade de ferramentas disponíveis chega a surpreender, com controles poderosos de correção de cor, saturação, níveis, contraste, denoise (que está disponível em vários formatos, inclusive com uma função exclusiva para arquivos RAW), aberrações cromáticas. Enfim, dá para ter uma ideia né?

Algo que vale a pena mencionar, que observamos mais experiência própria do que pela ficha técnica do produto, é a aceleração de hardware automática via OpenCL (o que oferece uma aceleração genérica mais ou menos competente para a maioria das GPUs). Faz uma bela de uma diferença para arquivos maiores, mesmo em configurações que usem gráficos integrados, sendo uma excelente opção para quem quer tirar proveito de sistemas mais poderosos.

4) Lightzone 
Um dos programas mais completos da lista, o Lightzone pode ser visto como um substituto à altura do Lightroom tanto para Windows e OSX quanto para o Linux. Infelizmente, ele é menos conhecido, já que são raras as distros que incluem os repositórios oficiais para instalação e atualização do programa. A boa notícia é que é bastante fácil incluí-lo, seja pelo PPA do Ubuntu, versões prontas para download no site oficial do programa (depois de criar uma conta), ou via comandos no Terminal. Abaixo, um exemplo de como fazê-lo em distribuições baseadas no Debian:
  1. sudo sh -c "echo 'deb http://download.opensuse.org/repositories/home:/ktgw0316:/LightZone/xUbuntu_15.10/ /' >> /etc/apt/sources.list.d/lightzone.list" 
  2. sudo apt-get update 
  3. sudo apt-get install lightzone
De todos da lista, ele é o que mais se apresenta com uma quantidade de recursos suficiente para competir com versões comerciais, trazendo, inclusive, uma das melhores interfaces, o que certamente ajuda quem nunca experimentou o programa. No site é possível ter acesso a centenas de páginas de como aproveitar todos os recursos do Lightzone, com capítulos inteiros sobre como trabalhar melhor com arquivos do tipo RAW. Depois de brincar um pouco com ele, chega a ser surpreendente pensar que ele é um programa totalmente gratuito.

5) AfterShot Pro (R$ 150-180) 
Há grandes fabricantes de programas de câmara escura, muitos deles com alternativas comerciais poderosíssimas ao Lightroom da Adobe. Entre os melhores, o Aftershot Pro com certeza merece o seu destaque, um editor de câmara escura da Corel que está longe de deixar o usuário na mão, além de suportar uma boa quantidade de plugins projetados para o Lightroom, e trazer versões de 32 e 64 bits para uma melhor compatibilidade entre eles. 
A Corel disponibiliza versões para Windows, OSX e Linux, mas tem uma pegadinha, que acabamos descobrindo da pior maneira: você adquire uma licença exclusiva para determinada plataforma. Ou seja: se você comprar o Aftershot Pro para Windows, será necessário comprar uma outra licença. Outro ponto é que é um mistério o fato de somente o Aftershot Pro ter uma versão para Linux, já que os outros programas da empresa seriam extremamente bem-vindos, caso do Painshop Pro, Painter, CorelCAD e CorelDraw. Pois bem, o que o usuário ganha com o Aftershot Pro em relação aos programas gratuitos que listamos acima? Em primeiro lugar, suporte comercial, o que é importante para quem trabalha profissionalmente. Em segundo, um desempenho perceptivelmente melhor em relação às soluções gratuitas, com um código otimizado para sistemas 64 bits, em especial em fotos maiores (20 megapixels ou mais). Em terceiro, o centro de aprendizagem da Corel, o Discovery Center, com dezenas de tutoriais em texto e vídeo para extrair o máximo do programa, que já é bastante intuitivo por natureza, além de conteúdos relacionados a fotografia, de uma forma geral, como acontece com o DirectorZone da Cyberlink.

Produção multimídia no Linux, parte 3
editores de vídeo

Hora de explorarmos as principais soluções para Linux de edição de vídeos, o que pode parecer estranho para muitos usuários, já que tanto o Windows quanto o OSX concentram as principais soluções disponíveis por aí. E também as mais conhecidas e consagradas, caso do Premiere Pro, Sony Vegas, Final Cut, Corel VideoStudio e CyberLink PowerDirector, programas comerciais completos e renomados do segmento, de forma que falar de uma opção gratuita chega a ser até estranho, ainda mais para Linux, o que não significa que existam várias excelentes alternativas. 
Já brincamos bastante com o Openshot, e podemos dizer que ele é um excelente substituto para o Movie Maker do Windows ou o iMovie do OSX. Não tanto pelos recursos, mas pela facilidade de aprender a utilizá-lo para edições rápidas e competentes, executando as principais operações de edição de vídeo com velocidade e precisão, além de trazer uma estabilidade digna de nota para clipes maiores, suportando uma quantidade infinita de tracks. Apesar de intuitivo, o Openshot não deixa de trazer recursos bem interessantes, como escala, edição de transições, criação de textos em 3D, criação de legendas, marca d'água e assim por diante. Vale a pena mencionar que o Openshot tem uma boa interoperabilidade com o Inkscape, reconhecendo seus arquivos de forma transparente (.SVG) e permitindo que o usuário use facilmente letterings para seus vídeos, além de permitir alguma edição de áudio dentro do próprio programa. Para quem precisa apenas do básico, é difícil errar com o Openshot.

2) Avidemux 
O Avidemux é, provavelmente, o mais conhecido da lista, já que possui uma versão para Windows já há algum tempo. A sua proposta no Linux é basicamente a mesma do Windows (além do OSX e até para o PCBSD UNIX): ser um programa simples e extremamente leve para edições bem rápidas, para quem precisa recortar o incluir trechos de vídeo rapidamente, ou mudar o formato e codificação do vídeo final. Poder parecer simples demais, até, mas torna-se uma característica poderosa para quem precisa fazer alterações rápidas antes de subir um vídeo para o Youtube ou Vimeo, não raro sendo o programa utilizado por muitos Youtubers que falam diretamente para a câmera.

3) Piviti 
De todos da lista, o Piviti é o que mais equilibra recursos com facilidade de uso. Não é nem o mais simples, nem o mais poderoso, mas equilibra esses dois pontos com maestria, sendo um dos editores de vídeo mais famosos do Linux. Ele pode ser facilmente encontrado nos repositórios da principais distros, mas o site inclui instruções para utilizá-lo em distribuições menos famosas, com comandos passo-a-passo bem simples. Um ponto bacana do Piviti é que ele integra perfeitamente com as principais interfaces gráficas, como Unity, KDE, Gnome e Cinnamon, com menus de contexto seguindo o esquema do sistema operacional. Além disso, suporta várias línguas (como português), tem bom aproveitamento de recursos e um pacote completo de transições, animações, filtros e efeitos, sendo uma das melhores opções para quem não quer, necessariamente, editar profissionalmente, mas também não quer abrir mão de ferramentas essenciais de edição.

4) Kdenlive 
Assim como acontece como o DigiKam que vimos nos editores de imagem, o Kdenlive é o editor de vídeo para sistemas Linux e BSD (como o PCBSD, que usa o FreeBSD como base) com interface KDE (os KDE apps). Aliás, esse é um dos principais motivos de muitos usuários optarem pelo KDE, que oferece um conjunto bastante completo de programas junto com a interface gráfica. Inclusive, quem quer uma versão “pura” do DE pode experimentar o KaOS, que pode se entendido como o “Nexus do KDE” para Linux.
Voltando ao Kdenlive. Ele se apresenta como um editor bastante completo, ainda não trazendo a pegada mais profissional dos dois próximos editores, mas certamente atende os mais entusiastas, que buscam um programa excelente sem deixar de lado a intuitividade. Para quem tem uma distro Linux com interface KDE (Kubuntu, Linux Mint, OpenSUSE e afins) e está disposto a investir tempo em aprender a utilizá-lo, com certeza vale a pena. 
5) Cinelerra 
Aqui já entramos no território profissional. Há, basicamente, duas versões do Cinelerra: a HV (Heroine Virtual), que tem um desenvolvimento mais fechado (sem deixar de ser software livre) e um foco em tecnologias mais novas, e a CV (Community Version), que prioriza a estabilidade, sem utilizar os últimos desenvolvimentos do programa. Em qualquer uma das duas versões, o usuário tem acesso a um programa poderosíssimo sem gastar um centavo.
Porém, o Cinelerra exige um bom investimento de tempo, já que é um programa dificilmente considerado intuitivo. Esse tempo de aprendizagem compensa no longo prazo, já que é um dos programas mais completos da lista. No próprio site do Cinelerra, por exemplo, é possível baixar transições de tela, temas, ferramentas extras (como editores de fontes), e clipes gratuitos. 
6) Lightworks (a partir de US$ 25/mês) 
Fabricado pela Lwks, o Lightworks foi utilizado para produzir filmes como Coração Valente, Pulp Fiction, O Guia do Mochileiro das Galáxias e O Lobo de Wall Street, dando uma “pequena” noção do poder de fogo do programa. De suporte a extensões e plugins poderosíssimos e equipamentos de hardware dedicados até edição de várias câmeras simultâneas, ferramenta de correção de cor e múltiplos canais de áudio, usar o Lightworks é um passo importante para quem quer trabalhar profissionalmente com edição de vídeo.
A forma de licenciamento do Lightworks é a mesma dos programas da Adobe, por assinatura, não sendo possível fazer um pagamento único. A vantagem é que adquirir a licença por períodos maiores é consideravelmente mais acessível e inclui bundles de efeitos e transições para edição, começando com US$ 25 por mês, com suporte tanto para Linux quanto OSX e Windows.
 
Não é necessário adquirir uma licença para usar o Lightworks, porém, ou baixá-lo em sites de pirataria, já que ele oferece uma versão Fremium gratuita. Nela, o usuário tem todo o poder de fogo de programa sem qualquer tipo de restrição, mas é limitado a exportar os vídeos com resolução máxima de 720p na codificação H.264, sendo uma vantagem considerável para quem quer aprender a usar o programa antes de comprá-lo. No site da Lwks há uma boa quantidade de tutoriais em vídeo para começar, além de vários tutoriais gratuitos de terceiros na internet.

Fonte: 

sábado, 16 de janeiro de 2016

HD x SSD, qual a diferença?


Disco Rígido ou Disco Duro, popularmente chamado também de HD (derivação de HDD "hard disk drive" ou winchester), "memória de massa" ou ainda de "memória Secundária" é a parte do computador onde são armazenados os dados. O disco rígido é uma memória não-volátil, ou seja, as informações não são perdidas quando o computador é desligado, sendo considerado o principal meio de armazenamento de dados em massa. Por ser uma memória não-volátil, é um sistema necessário para se ter um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados inseridos anteriormente quando ligamos o computador. Nos sistemas operativos mais recentes, ele é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual. Existem vários tipos de interfaces para discos rígidos diferentes: IDE/ATA, Serial ATA, SCSI, Fibre channel, SAS.

Como funciona?
O disco rígido, popularmente conhecido como HD (Hard Disk), é um dispositivo que é usado em computadores capaz de armazenar dados. No HD é armazenado qualquer tipo de informação, podendo ser um simples arquivo de uso pessoal, como também informações usadas pelo sistema operacional.
As informações contidas no HD não são perdidas ao ser desligada a máquina, por ser considerado uma memória não-volátil. No HD está o registro de todos os arquivos possíveis que existam em um computador, como imagens, vídeos, planilhas, programas, etc. Acredita-se que o primeiro HD tenha surgido no ano de 1956, e tinha capacidade de armazenamento de 5 MB de dados. O IBM 305 RAMAC, como foi chamado este HD, possuía dimensões enormes: 14 X 8 polegadas. Outra característica importante desse HD é o seu preço, custava em média 30 mil dólares. Ao longo dos anos a estrutura desse tipo de equipamento mudou muito, atualmente existem vários modelos, porém, o tamanho acabou diminuindo muito. A capacidade de armazenamento também foi aperfeiçoada ao longo tempo.

Mas afinal, como funciona um HD? 
Considerando que um HD possui o braço, eixo, disco (também chamado de prato), cabeça de leitura e gravação e ainda o atuador, o seu funcionamento se dá através da movimentação desses itens descritos (braço, eixo, disco (também chamado de prato), cabeça de leitura e gravação e ainda o atuador).
Os pratos de um HD são onde os discos são armazenados, no geral, são de alumínio recoberto por um material magnético e por mais uma camada de material protetor. Assim, quanto mais for trabalhado o material magnético, maior será a sua capacidade de armazenamento do disco. Esses discos ficam posicionados sob o eixo, que é responsável por fazê-los girar. Nos HDs também possui um dispositivo chamado de cabeça, ou cabeçote, de leitura e gravação. O seu tamanho é bastante pequeno, nele contém uma bobina que usa impulsos magnéticos para que as moléculas possam se movimentar sobre o disco e assim gravar os dados. Nos modelos de HDs mais modernos, a cabeça de gravação conta com dois componentes, um responsável pela gravação e outro direcionado à leitura. O atuador presente na estrutura do HD é responsável por mover o braço acima da superfície dos pratos e com isso permitir que as cabeças façam o seu trabalho. Para que a movimentação sai de forma correta, o atuador conta em seu interior uma bobina que é "induzida" por imãs.

A parte responsável por todo o armazenamento de dados são os discos magnéticos, na qual são formadas por duas partes, a primeira delas é chamada de substrato. Porém, o HD não armazena os dados em um disco metálico, na qual tem finalidade de proporcionar um instrumento gravável, deste modo estes discos são recobertos por camadas de substâncias magnéticas, dando origem ao nome de "discos magnéticos". Apesar dos discos magnéticos serem considerados extremamente frágeis, eles são bastante resistentes. Eles são montados em eixo que os faz sofrer rotação em alta velocidade. O responsável pela leitura e também gravação de dados sobre o disco magnético é chamado de "cabeça de leitura”. A cabeça de leitura posiciona um leitor (uma espécie de “agulha") sobre os discos magnéticos para ler ou gravar dados. Esses dados são lidos e gravados sem que a agulha encoste no disco. Isso só acontece porque o HD é hermeticamente fechado e em consequência à alta velocidade em que o disco é submetido, a cabeça de leitura acaba sendo jogada para cima.
O atuador é uma peça que movimenta a cabeça de leitura em torno do disco e ele funciona por atração/repulsão magnética.

Quais cuidados devemos ter com os HDs? 
Veja algumas dicas para evitar que seu HD pare de funcionar:
  1. Evite que seu HD sofra um impacto forte (por exemplo, uma queda). Assim, é necessário manusear o seu computador com muito cuidado, evitando que ele bata com força em alguma superfície. Ao transportar o seu aparelho, deixe ele sempre protegido e em lugar fixo, de preferência em uma superfície acolchoada; 
  2. Nunca deixe o seu computador perto de imãs ou mesmo outros dispositivos magnéticos. O HD possui uma carcaça de proteção, para tanto, sempre existe o risco de o magnetismo acarretar em uma perda de dados, então, melhor evitar; 
  3. Tenha cuidado com a temperatura de seu HD (fundamental). O calor é um grande inimigo deste dispositivo. Leia o manual do seu aparelho e descubra a temperatura máxima que ele suporta;  
  4. Evite poeira. O HD não gosta de sujeira, então, deixe o seu computador sempre protegido do pó. Use capas protetoras quando não estiver manuseando a sua máquina.


SSD (sigla do inglês solid-state drive) ou unidade de estado sólido é um tipo de dispositivo, sem partes móveis, para armazenamento não volátil de dados digitais. São, tipicamente, construídos em torno de um circuito integrado semicondutor, responsável pelo armazenamento, diferindo dos sistemas magnéticos (como os HDDs e fitas LTO); ou óticos (discos como CDs e DVDs). Os dispositivos utilizam memória flash (tecnologia semelhante as utilizadas em cartões de memória e pendrives).

O que é SSD
A tecnologia vai avançando e hoje o líder de armazenamento para PCs, notebooks e smatphones e tablets é o SSD. Abordaremos  o que é o Solid State Disks e o seu funcionamento.

Além da popularização dos pendrives e cartões, a queda no preço da memória Flash possibilitou o surgimento dos primeiros SSDs ou "Solid State Disks" (discos de estado sólido) de grande capacidade. Um SSD é um "HD" que utiliza chips de memória Flash no lugar de discos magnéticos. Eles são projetados para substituírem diretamente o HD, sendo conectados a uma porta SATA ou IDE. Esta característica também faz com que "discos SSD" (não se trata de um disco, portanto, o uso desta denominação não é correto, mesmo assim, é um termo relativamente comum) utilizem menos espaço físico, já que os dados são armazenados em chips especiais, de tamanho reduzido. Graças a isso, a tecnologia SSD começou a ser empregada de forma ampla em dispositivos portáteis, tais como notebooks ultrafinos (ultrabooks) e tablets.

Vantagens de um SSD 
O tempo de acesso à memória RAM é muito menor do que o tempo de acesso a meios magnéticos ou ópticos. Outros meios de armazenamento sólido podem ter características diferentes, dependendo do hardware ou software utilizado.
Vejamos outros pontos: 
  1. Eliminação de partes móveis eletromecânicas, reduzindo vibrações, tornado-os completamente silenciosos
  2. Por não possuírem partes móveis, são muito mais resistentes que os HDs comuns contra choques físicos, o que é extremamente importante quando falamos em computadores portáteis;
  3. Menor peso em relação aos discos rígidos convencionais, mesmo os mais portáteis; 
  4. Consumo reduzido de energia
  5. Possibilidade de trabalhar em temperaturas maiores que os HDs comuns (cerca de 70° C);  
  6. Largura de banda muito superior aos demais dispositivos, apresentando até 250 MB/s na gravação e até 700 MB/s nas operações de leitura.

Desvantagens de um SSD 
  1. Custo mais elevado; 
  2. Capacidade de armazenamento inferior aos discos rígidos IDE e SATA. 
As taxas de leitura e escrita, na maioria dos modelos, gira em torno dos 500 MB/s, aproximadamente 5x a velocidade das taxas de leitura e escrita num HD convencional. Em sistemas de alto desempenho, a alta velocidade no acesso é o mais importante, além de reduzir bastante o tempo de boot, mas no caso de dispositivos de baixo consumo de energia, ou baixo custo, o critério da redução do consumo de energia é o mais importante. Para os padrões atuais de mercados e aplicações, os dispositivos SSD ainda tem um custo/gigabyte elevado, se comparado aos dispositivos magnéticos. Para resolver este problema, parte das máquinas mais modernas, hoje em dia, conta com um SSD onde é instalado o sistema operacional e programas e um HD onde são gravados os arquivos de uso e backup. Dessa maneira, os micros podem chegar a ter tempo de boot e abertura de programa até 5x menor do que nas máquinas onde só se usa HD magnéticos.
Os maiores SSD disponíveis, atualmente, têm 1TB de capacidade, encontrado na venda online. Nos Estados Unidos o custo estima, geralmente, entre os 2 e 3 mil dólares. A Toshiba anunciou o lançamento da maior memória Flash do mercado, com 256 GB de capacidade. A IBM tem um modelo com 4TB. Novas unidades são regularmente apresentadas, mostrando ser uma tecnologia em que estão sendo investidos muitos recursos. Em Outubro de 2011, a empresa OCZ, lançou o primeiro SSD de 1TB e 2,5 polegadas. Com este lançamento é cada vez mais evidente que os HDs comuns estarão com seus dias contados. De fato, a ideia é trocar um disco rígido por memórias de estado sólido de forma natural. O conector, a interface e as características lógicas são as mesmas. Na verdade um disco de estado sólido pode ter o mesmo tamanho de um disco de 3.5, se encaixado normalmente no lugar de um disco rígido. Mas ainda estamos longe de decretar a morte dos discos rígidos. As duas tecnologias ainda vão coexistir por um longo tempo e provavelmente ganharão novos rivais.

Há vantagens do SSD em relação aos HDs? 
Qual a diferença entre HD e SSD?
Por não possuírem componentes eletromecânicos para a leitura dos arquivos, ele se torna completamente silencioso. Isso também facilita o acesso aos dados, algo primordial para quem precisa de velocidade (ao contrário dos discos rígidos, no qual 'braço' mecânico de leitura precisa ir de uma ponta a outra do disco para ler alguma informação, o SSD tem tudo à mão). Ele também esquenta menos e consome menos energia. Porém, a capacidade de armazenamento é bem menor que a dos HDs usados nos desktops, e seu custo final para o usuário é bem maior.

Outra vantagem da não utilização de peças móveis está no silêncio - você não ouve uma unidade SSD trabalhar (100% silencioso), tal como pode acontecer com um HD. O dispositivo SSD é mais resistente à quedas ou é balançado (o que não quer dizer que sejam indestrutíveis). Quando alguma batida ocorre, a agulha responsável por ler os dados do disco pode perder-se na leitura e gravação dos dados, fazendo com que o computador trave completamente. Em casos mais sérios, os HDs podem ser inutilizados, pois, além da perda de funcionalidade da agulha, ela acaba riscando o disco magnético do componente. 
Além disso, dispositivos SSD pesam menos e, pelo menos na maioria dos casos, podem trabalhar com temperaturas mais elevadas que as que são suportadas pelos discos rígidos.

Há ainda outra característica considerável: o tempo transferência de dados entre a memória RAM unidades SSD pode ser muito menor.

  1. Deixa o computador mais rápido em operações como boot e leitura de dados; 
  2. Apesar do pouco armazenamento, é ideal para programas de edição de imagens e vídeo
  3. Esquenta menos, o que dá mais flexibilidade de uso e aumenta a vida útil do equipamento.
Qual é melhor?
Se você não precisa de rapidez no processamento e leitura de dados e busca um computador móvel bem simples, para aplicações como Office e acesso à internet, um HD comum oferece mais espaço por um preço que ainda é muito mais baixo
Se você busca o que há de mais moderno em tecnologia e quer muita velocidade e segurança para armazenar dados, pode procurar modelos com SSD que certamente é mais vantajoso. Mas lembre-se de preparar o bolso (os SSD's são um pouco caros)



Fonte: 
 

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